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BLOG DO LUIZ VALÉRIO

ELEIÇÕES 2026 - PF investiga suspeita de pressão sobre servidores por apoio eleitoral em Roraima

Operação Auctoritas cumpre três mandados em Boa Vista e Rorainópolis e apura possível oferta de vantagens e uso de funções públicas para influenciar eleitores

A Polícia Federal cumpriu, na manhã deste sábado (26), três mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Rorainópolis durante uma investigação sobre suspeitas de pressão sobre servidores e colaboradores para apoiar candidaturas nas eleições de 2026 em Roraima. Os investigados são dois servidores da Defensoria Pública do Estado de Roraima, conforme publicou o portal de notícias G1 Roraima.

Batizada de Operação Auctoritas, a ação investiga a possível atuação de uma estrutura organizada para mobilizar e arregimentar eleitores, além de suspeitas relacionadas à associação criminosa e a crimes eleitorais. As ordens de busca foram expedidas pela Justiça Eleitoral após representação apresentada pela PF.

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, uma das suspeitas é de que vínculos e funções públicas tenham sido utilizados para constranger ou influenciar servidores e colaboradores durante o processo eleitoral.

Os investigadores também apuram a possibilidade de oferta ou promessa de vantagens em troca de apoio a determinadas candidaturas. As buscas realizadas neste sábado procuram documentos, equipamentos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer como a suposta estrutura funcionava e identificar eventuais novos envolvidos.

Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal não havia informado publicamente quem são os alvos dos três mandados, quais órgãos públicos teriam servidores ou colaboradores submetidos às supostas pressões nem quais candidaturas teriam sido beneficiadas.

Também não foram divulgados detalhes sobre os endereços onde ocorreram as buscas ou sobre eventual material apreendido durante a operação.

As suspeitas, portanto, permanecem em fase de investigação. O cumprimento de mandados de busca e apreensão não significa, por si só, que os investigados tenham cometido os crimes apurados.

Pressão sobre eleitor pode configurar crime

A legislação eleitoral prevê punições para diferentes formas de interferência na liberdade do voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por exemplo, registra precedentes relacionados à coação de eleitores, inclusive em situações envolvendo ameaça de perda de benefícios caso determinada orientação eleitoral não fosse seguida.

A jurisprudência eleitoral também trata da oferta de bens ou vantagens em troca de votos. Em decisões recentes, o TSE considerou que estruturas organizadas destinadas à concessão de benefícios com finalidade eleitoral podem, dependendo das provas e das circunstâncias do caso, caracterizar ilícitos como captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico.

No caso da Operação Auctoritas, entretanto, a PF ainda não detalhou quais tipos penais eleitorais específicos são investigados, além de mencionar genericamente crimes eleitorais e possível associação criminosa.

A operação ocorre a oito dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. As investigações prosseguem para esclarecer a participação individual dos suspeitos e verificar se outras pessoas integravam a suposta estrutura.

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